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Na adolescência: as raparigas dão mais trabalho?

O exemplo de que irmãs podem ter personalidades diferentes é dado na novela “Orgulho e Paixão”. A educação tem de ser adaptada a esta realidade.

AleksandarGeorgiev

Com os cabelos em pé: é neste estado que a matriarca Ofélia (Vera Holtz) de “Orgulho e Paixão” fica por causa das suas meninas. Na companhia do marido, Felisberto (Tato Gabus Mendes), ela cansa-se para manter todas na linha. Desejando o melhor para cada uma, a mãe esforça-se para vê-las casadas – ainda que as próprias filhas nem sempre fiquem animadas com a ideia. E a sinceridade com que trata os pretendentes é engraçada: afinal, ela não tem vergonha de dizer o que pensa. Ofélia é uma mãe dedicada e que entende as filhas, que têm personalidades tão distintas. Fora da ficção, se também tem várias raparigas para cuidar, aprenda também a lidar com essas diferenças em casa.


Timidez vs Extroversão
Elisabeta (Nathalia Dill) e Jane (Pâmela Tomé) são a prova de que, apesar de receberem a mesma criação, duas irmãs podem ter comportamentos opostos. Enquanto uma é ousada e moderna, a outra é tímida e demora até conseguir revelar o que está a viver. “Isso acontece porque cada ser humano tem um determinado padrão de pensar e sentir”, explica Marina Ponce, psicóloga. É importante que os pais olhem individualmente para os filhos para lidarem bem com as exigências de cada um.


Apego vs Dependência
Pode ser que, durante a infância, o seu filho mais velho tenha sido muito apegado a si. E que o mais novo, com a mesma idade, já demonstre mais necessidade de autonomia e liberdade. Quando a diferença é gritante, é difícil não fazer comparações. No entanto, o ideal é procurar respeitar a maneira de agir de cada um e evitar fazer comentários. “As comparações podem acabar por afetar as crianças e adolescentes”, ressalta a profissional. O mesmo vale para as considerações sobre as habilidades de cada um, como “o teu irmão não tinha problemas com Matemática” ou “ele não chumbou”. Em excesso, estas deixas podem criar traumas. Procure exaltar as qualidades e não os defeitos.

As regras são iguais para todos?
“Com a minha idade, o meu irmão já podia sair sozinho.” Entre os adolescentes, é comum ouvir esta queixa. Flexibilizar as regras de acordo com as exigências de cada filho é uma boa estratégia. Afinal, de nada adianta apegar-se às limitações se elas não funcionam bem para os dois! Mas explique porquê!

Resolver as discussões
Seja qual for a idade dos irmãos, os conflitos são inevitáveis quando vivem sob o mesmo teto. Para Marina, a melhor forma de mediar essas situações é manter um canal de comunicação aberto com todos e deixar que eles exponham a sua perceção sobre os factos. Afinal, cada um tem a sua própria interpretação de como as coisas ocorreram. Depois de deixar que eles se expressem, podem chegar juntos a uma solução.

Aproximação natural
É normal nas famílias que os pais se identifiquem mais com a maneira de um dos filhos agir e expressar-se. E isso não é motivo para se sentir culpado! E isso não quer dizer que ame menos um em detrimento de outro! Para não deixar que essa afinidade gere ciúme, o importante é não excluir os outros das atividades em conjunto.