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Luís Esparteiro fala de Miguel de 'Ouro Verde': 'É um vilão com todas as letras'

O ator já fez vários maus da fita na sua carreira, mas nenhum como o implacável Miguel da trama da TVI.

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José Oliveira

Com uma carreira com mais de 35 anos, Luís Esparteiro continua a encarar cada desafio como se fosse o primeiro. Foi o que aconteceu quando recebeu o convite para interpretar Miguel, o banqueiro vilão da novela “Ouro Verde”. Até agora, apesar do muito trabalho que este homem lhe dá, o ator tem-se divertido e está entusiasmado com a história.

Este é um grande vilão?
Sem dúvida nenhuma! Gosto de fazer vilões e este é realmente um vilão com todas as letras. Desde o primeiro episódio que fica bem vincado quem é o mau da fita ali... ou um dos maus da fita.

É um desafio ou já faz vilões com uma “perna às costas”?
É um desafio, exatamente porque já fiz muitos vilões e tenho de dar um cunho diferente. De qualquer forma, o Miguel não tem nada a ver com qualquer outra personagem que já tenha feito. Ele acha que é mesmo o melhor homem do mundo.

Divulgação TVI

Ele vai enganar toda a família?
Enganar é pouco! Ele tem objetivos, tem fins. O que for preciso fazer para chegar a esses objetivos, faz, independentemente de quem atropele. Nada é um obstáculo para ele. Quando existem, são para ultrapassar.

Tem uma relação conturbada com os dois filhos mais velhos...
Aqueles dois filhos vão dar-lhe muitas dores de cabeça e ele não lhes vai perdoar. Uma [Bia] ligada ao seu maior inimigo, o outro [Tomás] com um transexual, coisa que jamais entenderá.

Como está a ser trabalhar com este elenco?
É um elenco heterogéneo. A maior parte das pessoas não se conhecia, mas está a correr muito bem. Sinto que toda a gente está a trabalhar para o mesmo objetivo, todos gostam do que estão a fazer e isso é bom.

Esta é uma novela com uma história diferente…
Sim, não tem nada de tradicional. As personagens são mais humanizadas, não têm a ver com o estereótipo de novela, em que o bom é o heroizinho e o mau o vilão absoluto. Aqui, todos têm defeitos e qualidades. Gosto destes novos autores, com uma escrita diferente, como é o caso da Maria João Costa.

É um banqueiro corrupto. Inspirou-se em casos que marcam a atualidade em Portugal?
Não faço essas comparações. Limito-me a representar. Não me inspirei em ninguém em concreto. Obviamente, há uma tendência inevitável para comparações. Não fiz nada para que aconteça. Tentei criar uma coisa fora de qualquer contexto.

TVI Divulgação