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João Reis sobre personagem em 'Amor Maior': 'Este é um vilão à séria!'

Surge na trama como perito em arte e o verdadeiro pai de Manel, com quem quer reconciliar-se, mas na verdade ele é o maior vilão de todos, chefe de Lobo e homem implacável

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Um lobo em pele de cordeiro. É assim Gonçalo, pai de Manel, ou melhor, o Curador, traficante de arte procurado há anos pela PJ e chefe de Lobo. A nova personagem de João Reis em “Amor Maior” é ainda pior do que o Henrique da novela “Coração d’Ouro”, o que faz o ator desejar fazer um “bonzinho” no próximo projeto. “Este é um vilão à séria”, confessou no último dia de gravações passado em exteriores.

Qual foi a característica mais desafiante neste vilão?
É mais rápido em termos de pensamento, muito mais frio e cruel, muito mais implacável do que o Henrique, que foi o anterior. Este, apesar de tudo, tinha um lado de afetos, sobretudo com a filha e com a mulher, que o Gonçalo não tem. Ele envolve-se com a Pilar por estratégia. É implacável, frio, despojado de sentimentos.

Depois de tantos vilões, a próxima personagem tem de ser boazinha?
Espero que sim, que não me eternize completamente ou para todo o sempre nos vilões. Não sei o que me espera, mas gostava de fazer uma personagem com um caráter um bocadinho diferente, senão qualquer dia fico especialista em maus.

Gostava de alguma em particular?
Não. Eu estou sempre disponível para tudo de certa forma, mas obviamente que agora me apetecia fazer uma personagem diferente, porque senão os meus filhos começam a achar estranho.

Cansa-o fazer este tipo de papel?
Não me cansa. Claro que há cenas que são mais difíceis de fazer, cruéis, no entanto, não faço julgamentos morais sobre as personagens que interpreto. Isto é o meu trabalho, portanto, se tiver de fazer um vilão, faço. Há cenas que são duras psicologicamente, mas isso tanto acontece no caso dos vilões como em relação às personagens que têm uma moral mais aceitável.

Que reação espera do público? Está preparado para ser agredido na rua?
Não, isso nunca aconteceu e espero que não aconteça, mas na verdade é que, quando as pessoas reagem de uma maneira um pouco mais agressiva comigo, é sinal de que aquilo que estou a fazer está a funcionar. Mesmo assim, a verdade é que as pessoas distinguem a ficção da realidade.

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