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Autora de 'Ouro Verde' comenta a polémica da morte de Catarina

O brutal assassinato da jovem que já foi homem indignou os fãs da novela. Maria João Costa explicou porque o fez.

TeleNovelas

TVI Divulgação

O destino de Catarina, papel de Inês Nunes, é trágico. A jovem, depois de viver o drama de estar presa num corpo de homem, é assassinada por Miguel (Luís Esparteiro) e atirada de uma ravina pelo vilão. Em entrevista à TeleNovelas, publicada na edição 1016, a atriz previa que este final podia ser polémico. “Os transexuais possivelmente vão sentir alguma revolta”, comentou. E, de facto, após a transmissão destas cenas, muitos fãs fizeram questão de mostrar o seu desagrado. Perante a situação, Maria João Costa, a autora da novela, resolveu responder às críticas na sua página de Facebook. “O facto de a Catarina ser transexual não tem nada a ver com a sua morte. Não é por isso que Miguel a mata. E isto é muito importante: a questão do género não tem nada a ver com o seu desfecho!!!”, escreveu a guionista num longo texto, fazendo questão de explicar o seu método de trabalho. “A minha maneira de lidar com os temas das minorias é tratando-os da mesma forma que trato os demais. Ou seja, sem qualquer diferença. Não podemos querer que se olhe para as minorias como se não o fossem e depois exigir uma abordagem diferenciada. Isso não faz sentido.”
Mesmo assim, houve quem não ficasse satisfeito com as explicações. “Todos já compreendemos que a autora privilegia os assassinos! E que o crime para ela compensa! Ela dá ênfase à maldade e ao crime! A novela passou a estar ridícula!”, escreveu uma das admiradoras de “Ouro Verde” na página da autora. “Foi dramático, chocante e injusto!”, escreveu outra seguidora da história.

Luis Coelho