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Em 'Paixão': Foi João quem matou a própria filha!

Uma brincadeira termina em tragédia. Incapaz de assumir o que fez, o empresário escondeu o segredo.

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(c).RuiCarlosMateus.1954

Está para breve o momento em que o público ficará a par de toda a verdade sobre o desaparecimento de Sofia. Afinal, foi o próprio pai que, após uma discussão com Isabel, saiu de casa furioso e embriagado e, sem reparar, fez marcha-atrás e atropelou fatalmente a própria filha, de 6 anos. O desespero tomou conta de João. Só que, para além da dor e dos remorsos, o medo apoderou-se do empresário que, percebendo que podia ir parar à cadeia, decidiu, num impulso, agarrar na menina e levá-la dali, fazendo o seu corpo desaparecer. Só que o seu segredo acabou descoberto por Afonso que, momentos antes, tinha ido a casa buscar uma bateria para a sua máquina de filmar. Quando chegou, viu a irmã no banco de trás do carro do pai, que saiu a grande velocidade. Sem desconfiar, o rapaz de 13 anos foi para o quarto passar o vídeo que fez e foi então que a verdade acabou revelada: o acidente ficou gravado. Mais tarde, ele confrontou o pai que, em pânico, exigiu o seu silêncio e a cassete de vídeo. Afonso ainda o enfrentou, mas João descontrolou-se e bateu-lhe com um cinto, obrigando-o a calar-se para sempre. É este o segredo terrível com que Afonso sempre viveu e o levou ao estado de perturbação a que chegou. E todas estas recordações são reavivadas quando o rapaz apanha o pai a entregar um envelope com dinheiro a Ana Rita, para a convencer a partir para outro país e desaparecer. “O que é isto? O pai mete nojo!”, atira ele, com asco. João, visivelmente aflito, tenta desculpar-se: “Não percebes que é o melhor para toda a gente?” O rapaz, contudo, não se fica e responde com ódio. “O melhor para toda a gente ou para si? Está com medo, não é? Cobarde!” Ana Rita ainda tenta pôr água na fervura, mas o amado perdeu completamente o controlo e continua a enfrentar o pai, gritando tudo aquilo que guardou no peito durante tantos anos. “Sempre a dizer que o que faz é para a mãe não ter mais desgostos, para evitar que ela se tente matar outra vez... Quem se devia matar era o pai!” Ao ouvir estas palavras, João transfigura-se e levanta a mão para esbofetear o filho, porém, no último momento, e cego de ódio, Afonso agarra-o com firmeza e olha-o bem fundo nos olhos. “Não me volta a tocar, ouviu? Já não sou aquele menino a quem dava tareias para ficar calado. Estou cansado de ficar calado. Eu sei o que o pai fez à Sofia.”
Sentindo-se encurralado, o pai vira-lhe as costas e sai, furioso, deixando o jovem lavado em lágrimas. Ana Rita abraça-o, tentando acalmá-lo e pedindo-lhe que lhe diga o que se está a passar. “Confia em mim. Por favor, fala comigo! Deixa-me ajudar-te.” Ele, a tremer, deixa-se abraçar e, revivendo os últimos momentos da irmã mais nova, desabafa em sofrimento: “Eu sei exatamente o que aconteceu à minha irmã...”