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Joana Santos: "Que eu saiba, nunca fui traída"

A atriz volta às telenovelas num papel de uma mulher que descobre que o marido tem outra família.

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Jose Oliveira

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Divulgação

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ana antonio bento

Há quase três anos que Joana Santos, de 32, estava longe da televisão. Casou-se, teve um filho e visitou a Austrália e Nova Zelândia. Esta semana regressa na novela “Vidas Opostas” como Eva, uma mulher enganada pelo marido, Marco (Renato Godinho). A TeleNovelas esteve com ela nos estúdios da SP Televisão, onde grava a nova trama da SIC.

Foram quase três anos longe das novelas. O que fez neste período?
Casei-me, fui mãe, dediquei-me à família, sou uma dona de casa (risos). Achei que precisava deste tempo, porque, apesar de nunca ter feito novelas seguidas, fui sempre protagonista e precisava de uma pausa. O público também precisava de descansar de mim.
Foi necessário este período de descanso para se dedicar à vida pessoal?
Foi muito importante esta paragem. Nem toda a gente pode. Tive de poupar bastante dinheiro para conseguir fazer este tipo de pausa.
Também viajou?
Sim. Fui para a Austrália e Nova Zelândia com uma amiga. Foi espetacular. É aquele destino que ainda bem que visitei antes de ser mãe porque são muitas horas de voo.
E agora está de regresso com uma vilã...
Estamos a gravar desde janeiro. Estou entusiasmada porque já me apetecia voltar. E estou a gostar muito desta personagem porque não é uma vilã assumida. A vida pô-la à prova e ficou tão calejada que não vai olhar a meios para atingir os fins.
A sua personagem descobre que o marido a engana e isso transforma-a...
No início, a Eva é uma mulher superfeliz, adora o trabalho na agência anti-doping, está grávida. De um momento para o outro, ela descobre que o marido tem outra, tem uma filha, está casado com ela há dois anos por interesse e nunca a amou. Depois perde o trabalho, o dinheiro, a casa onde vive, perde tudo. Não é um balde de água fria, é uma tempestade!
Há desculpas para a traição?
O que ele faz não tem desculpa nenhuma. Mas existem muitos casos de vidas duplas, homens que têm uma mulher em Sintra e outra no Porto. Isto acontece.
E na vida real, há desculpa para a traição?
Que eu saiba, nunca fui traída mas quando há traição é porque as coisas já não estão bem. Há desculpa mas depende de qual é a traição. Neste caso da novela, ele é um infiltrado de uma rede de doping. Mas não deixa de ser uma traição. Ele tem uma vida dupla.

Inimiga de Sara Matos

Há muitas cenas de picardia com a Maria (Sara Matos), a outra mulher do Marco?
É engraçado que a Eva não põe em questão se a outra mulher também é traída. Há muitas cenas de ódio com a Maria.
Vão agredir-se?
Não. Estamos a tentar fugir à “peixeirada”. A Eva tem classe e, no início, sente-se um bocadinho perdida, não sabe o que pensar.
O Jorge, a personagem interpretada pelo Diogo Amaral, vai ajudá-la...
Sim, porque têm um interesse em comum: querem vingar-se do Marco. Mas depois ela apaixona-se mesmo por ele.
Está a contracenar com atores com quem nunca tinha trabalhado. Como está correr esta estreia?
Estou a gostar muito. Damo-nos todos muito bem. Quando não estamos a gravar, estamos na brincadeira. Faz parte, para aliviar as muitas horas de gravações. Tenho mesmo vontade de vir trabalhar todos os dias, o que é ótimo.