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Como escolher o melhor protetor solar para si?

Em Portugal, todos os dias são diagnosticados três novos casos de cancro da pele. Eles podiam ser evitados com proteção solar.

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Quando o assunto é sol, não se pode hesitar. Ainda que, em teoria, muita gente saiba da importância de se proteger contra os raios solares agressivos, na prática, são poucos os que dão a devida atenção ao tema. De acordo com dados recentes, 6 em cada 10 pessoas não usam protetor solar no dia a dia. E boa parte não toma cuidado com o sol mesmo quando estão na praia, piscina ou esplanada.
Esta displicência toda tem o seu preço: 1 em cada 5 portugueses vão sofrer deste cancro e 10% desses casos irão revelar-se fatais. “As principais causas são as exposições solares sem proteção e as queimaduras decorrentes”, diz Carolina Alves, dermatologista. Ou seja, quem não se protege corre muito mais risco de desenvolver a doença.

A especialista diz como deve escolher o seu protetor: “A recomendação dos dermatologistas é não usar géis, sprays ou loções com o FPS inferior a 30”. Mas, afinal, qual a diferença entre os fatores mais baixos e os mais altos? “O tempo com que cada pessoa pode ficar com o produto sem necessidade de reaplicá-lo”, responde. Por exemplo: uma pessoa de pele muito clara queima-se mais facilmente do que uma de pele escura, mesmo com o protetor solar. Por isso, se estiver com um protetor fator 30, precisará reaplicá-lo num intervalo de tempo menor do que se estivesse a usar um de fator 50. Na dúvida, o dermatologista pode avaliar o seu tipo de pele e fazer a recomendação baseando-se nele.

E atenção: a melanina presente na pele negra funciona como uma proteção natural do corpo, mas não é suficiente para anular os riscos de desenvolvimento de cancro de pele. Todos precisam usar o protetor!