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O que precisa saber para garantir a segurança dos seus filhos na água

Em Portugal, em dez anos, ocorreram 207 mortes de crianças por afogamento. Dados preocupantes.

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O afogamento é a segunda causa de morte mais comum em crianças de 1 a 9 anos, perdendo apenas para os acidentes de viação. Na maioria das vezes, estas fatalidades podem ser evitadas com uma medida simples – atenção dos adultos. A pediatra Maria Júlia Carvalho alerta: “Pequenas distrações, como ver o telemóvel ou afastar-se da criança para apanhar um objeto, podem comprometer a segurança”. Veja como aproveitar passeios sem sustos!


Na praia
As correntes são traiçoeiras! Por isso, todo o cuidado é pouco. Antes de entrar com o pequeno na água, verifique as placas de sinalização para ver se o local é apropriado para o banho. Dê preferência às praias com salva-vidas por perto. E lembre-se: “Mesmo tratando-se de uma criança que sabe nadar, a presença de um adulto ao seu lado é indispensável”.


Na piscina
Nas particulares ou nas públicas, é importante conversar com os pequenos sobre os limites quando estão perto da piscina. Nada de correr na borda, empurrar os amigos, atirá-los à água ou mesmo dar saltos ousados. “Este tipo de brincadeira pode fazê-los escorregar e bater com a cabeça”, explica a pediatra. Mesmo com todas estas orien-
tações, as crianças são imprevisíveis. Por isso, as piscinas devem ter segurança, como cercas ou muros. “Também não é aconselhável que os pais deixem brinquedos a flutuar na água, para evitar que os pequenos caiam na tentação e tentem apanhá-los quando eles não estiverem por perto”, completa a médica. Por último, verifique se o ralo da piscina não tem a sucção forte, que possa prender os cabelos, impedindo os mais novos de regressar à superfície.


Quedas de água e lagos
Nestes locais, as pedras e os limos são fatores que oferecem riscos tanto para os adultos como para as crianças. O melhor é não saltar e nem permitir que os pequenos façam isso. A supervisão deve ser ainda mais intensa.

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BOIA: QUAL O MELHOR TIPO?
Não importa o local. Crianças até aos 4 anos devem estar sempre com boia! “Mas cuidado, pois elas podem dar uma falsa sensação de segurança”, ressalta Maria Júlia. As melhores são aquelas em formato de colete. Os demais modelos podem ser facilmente retirados pelos pequenos.

PREVENIR O AFOGAMENTO
1 - As crianças devem estar sempre sob a supervisão de um adulto: 89% dos afogamentos ocorrem por falta de vigilância, principalmente à hora
do almoço ou a seguir.
2 - Leve sempre a criança consigo caso necessite de afastar-se da piscina.
3 - Isole a piscina: tenha grades com uma altura de cerca de 1,50 m e 12 cm de largura. Elas reduzem o afogamento entre 50 e 70%.
4 - A boia de braço não é segura – cuidado!
5 - Evite deixar brinquedos próximos da piscina. Isso atrai as crianças.
6 - Desligue o filtro da piscina em caso de uso.
7 - Cuidado com os mergulhos em local raso (coloque um aviso).
8 - Mais de 40% dos proprietários de piscinas não sabem realizar os primeiros socorros – previna-se!