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Arritmia: Coração fora do compasso

A arritmia é um problema perigoso que causa muitas dúvidas (e mortes). Entenda os diferentes tipos e fique atenta aos sintomas.

Folhas verde-escuras: favorecem a circulação, evitando o envelhecimento precoce e combatendo a celulite.

Folhas verde-escuras: favorecem a circulação, evitando o envelhecimento precoce e combatendo a celulite.

Sessenta vezes: em média, é o que o nosso coração bate (ou pelo menos deveria bater) a cada minuto em repouso. É claro que o número não é rígido: para algumas pessoas, em especial os atletas, a quantidade pode ser menor. Para outras, incluindo as que ficam nervosas facilmente, maior. Logo, se os batimentos acontecem entre 50 e 100 vezes por minuto em situações calmas, o funcionamento do coração, na maior parte das vezes, é considerado normal. Mas nem sempre trabalha dentro destes limites. E é aí que mora o perigo! Saiba o que é a arritmia cardíaca e quando devemos nos preocupar.

Fora do ritmo
A doença manifesta-se quando a frequência dos batimentos se altera (para mais ou para menos) sem motivo aparente. Por exemplo: se apanhamos um susto e há uma descarga de adrenalina ou se estamos a correr ou praticar outros exercícios, o organismo precisa de mais oxigénio – por isso o coração trabalha rapidamente e a circulação aumenta. Nesses casos, é esperada a variação. “Já quando se dá durante atividades como mexer no computador, ver televisão ou antes de dormir, é arritmia”, explica o especialista José Moura.
Saiba quando é que há perigo e se deve preocupar
Atenção aos sinais
Os sintomas dependem do tipo de arritmia. Se a doença estiver a causar batimentos lentos, o cérebro passa a trabalhar com menos sangue. “Isso gera tonturas, escurecimento da vista e pode até provocar desmaios, já que a pressão arterial também sofre uma queda”, alerta. Em compensação, se o ritmo ficar acelerado, a pessoa sentirá a famosa taquicardia: aquele incómodo no peito que pode passar sozinho em alguns minutos e até passar despercebido, ou durar por dias, até que ela procure um médico. O importante é não vacilar com os sinais que seu coração lhe está a dar. Vá ao médico, sim?
Causas variadas
Às vezes, a raiz do problema está no passado, quando a pessoa ainda se estava a desenvolver na barriga da mãe. Nesses casos, uma má formação pode ocorrer e manifestar os seus resultados quando o indivíduo era uma criança ou, talvez, apenas muitos anos depois, quando se chega à vida adulta. O descompasso também atinge quem já sofreu um enfarte, nos casos em que o coração fica com sequelas que podem originar a taquicardia. Por fim, há quem sofra com batimentos prematuros provocados por uma ativação elétrica anormal, e causam incómodos leves (ou até passam despercebidos).
Perigosas ou nem tanto?
As arritmias são classificadas como benignas ou malignas. As primeiras podem ser assintomáticas, provocar desconfortos leves ou profundos, mas não oferecem riscos a curto prazo. Já o segundo tipo é aquele que coloca a pessoa em risco de perder a vida subitamente. Para dar o veredito, é necessário que o médico localize e analise a parte exata do coração em que a falha está a ocorrer. “Para isso, são requisitados exames como eletro e ecocardiograma”, ressalta o especialista. Ou seja: não é possível fazer a diferenciação com base apenas nas queixas do paciente. Portanto, qualquer que seja a anormalidade no órgão, é essencial procurar um médico.
Mas não se engane: “O facto de ser benigna não quer dizer que a pessoa não precise de tratamento. Alguns tipos incomodam muito, diminuindo a qualidade de vida”, reforça Jorge. Imagine ser atingido pelos batimentos desordenados durante uma viagem de avião, por exemplo. É muito aflitivo! “Para que o paciente volte a sentir-se seguro, tentamos solucionar o problema pela raiz”, completa. Entre as opções mais comuns estão o tratamento com medicação ou procedimentos cirúrgicos.
O estilo de vida interfere?
Diretamente tem pouco a ver com o desenvolvimento de arritmias, mas os casos de batimentos prematuros estão relacionados com a ingestão excessiva de cafeína. O consumo de alimentos industrializados ou gordurosos, que aumentam os níveis de colesterol no sangue, contribuem para o desenvolvimento de outros males. Se a passagem do sangue está obstruída, pode faltar oxigenação ao coração, levando-o a um estado de sofrimento agudo. Resulta num descompasso grave nos batimentos e pode causar morte súbita, por isso deve-se adotar um estilo de vida saudável.