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Descubra o papel do nutricionista no controlo da diabetes

A primeira consulta de nutrição do diabético irá determinar a dieta e o controlo futuro da doença.

bymuratdeniz

Existem 145 milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo. Umas são insulinodependentes (precisam de injetar-se com insulina, situação que geralmente aparece em crianças e nos adultos jovens) e outras não insulinodependentes (necessitam de antidiabéticos orais, condição que surge nos adultos e já em crianças com excesso de peso). Apesar das inúmeras campanhas de esclarecimento, ainda existem muitas dúvidas em relação ao tratamento da doença e, principalmente, em relação à alimentação. É comum achar-se que a dieta para o diabético restringe-se à limitação dos açúcares. Outros planos alimentares eliminam quase todos os hidratos de carbono.

O papel do nutricionista
Para que o diabético saiba o que comer, é necessário que consulte um nutricionista, para que este elabore um regime adequado. A primeira consulta deve ocorrer logo após o diagnóstico feito pelo endocrinologista, o diabetologista ou o médico assistente. A dieta é elaborada segundo as regras para uma alimentação saudável, que considera todos os grupos de alimentos. A quantidade do alimento a ser consumido depende de cada situação e, por isso, a dieta é personalizada.

A primeira consulta
Nesta consulta, o nutricionista realiza uma entrevista (anamnese) para obter informações sobre a doença e outros dados mais específicos para a construção do plano alimentar. O especialista precisa de saber da existência de doenças (obesidade, anorexia, bulimia, hipertensão, etc.), alergias alimentares, alimentos preferidos e que não come, toma de fármacos e suplementos alimentares, assim como ter informações sobre o funcionamento do aparelho digestivo, incluindo a mastigação, problemas no estômago e eliminações fisiológicas (fezes e urina). Mas a história alimentar é a informação mais importante na consulta porque é a partir desses dados que se prescreve a dieta. Para tal, recorre-se à anamnese alimentar das 24 horas anteriores à consulta ou a um exemplo do que come durante o dia a dia. Assim, o nutricionista terá conhecimento dos horários habituais,
locais e quantidades ingeridas a cada refeição.

Relação: diabético e nutricionista
A ligação entre o nutricionista e o diabético deve-se ir estreitando com o decorrer da consulta, já que o especialista deve prescrever uma dieta adequada, viável e prazerosa para o doente. As dúvidas sobre a alimentação e sobre os alimentos surgem à medida que o tempo passa e é importante que o nutricionista explique como os nutrientes (hidratos de carbono, proteínas e gorduras) e produtos dietéticos, lights e adoçantes atuam sobre a glicemia.

Medicação e exercício
A toma dos medicamentos ou a administração da insulina (se forem esses os tratamentos) e os exames laboratoriais realizados previamente também são importantes para a avaliação do nutricionista e devem ser mostrados na consulta. Outro item relevante é o exercício físico. O doente deve informar o especialista se o prática, assim como a frequência, o horário, o tipo e a intensidade, uma vez que a dieta poderá ser flexibilizada a partir desses dados.

Exame físico
Outra das etapas da consulta é o exame físico no qual se verificam as medidas antropométricas, como o peso, a altura e a circunferência da cintura. Elas são importantes para determinar o peso ideal e para traçar uma estratégia do cálculo da dieta (em relação às calorias a ingerir). Se o indivíduo estiver acima do peso e tiver uma circunferência da cintura acima do normal, ele vai necessitar de uma restrição calórica mais notória do que aquele que tem esses parâmetros dentro da normalidade. Estas medidas antropométricas fornecem ainda pistas de maior ou menor resistência à insulina. O nutricionista transforma estes dados numéricos em gramas de alimentos que vão ser distribuídas pelas refeições. Isto leva sempre em consideração os hábitos alimentares e o esquema medicamentoso. A dieta deve ser específica para as necessidades nutricionais do diabético e diversificada, para evitar a monotonia.