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Burnout: quando o esgotamento chega ao limite

Níveis elevados de stresse podem levar a um colapso físico e emocional. O estágio de exaustão, geralmente provocado pela vida profissional, é mais comum do que imagina! Previna-se!

Pinkypills

Em cada dez trabalhadores, três sentem-se esgotados profissionalmente. Estas pessoas apresentam exaustão emocional, dores de cabeça e musculares, além de um stresse contínuo. Tais sintomas podem estar associados à síndrome de burnout – nome dado ao esgotamento profissional. “Trata-se de uma situação clínica de stresse crónico que leva à incapacidade no trabalho”, refere Cleusa Sakamoto, doutorada em Psicologia. Saiba mais para pode evitar este mal tão comum.

Conheça os sinais
De acordo com a especialista, quem sofre da síndrome pode apresentar:
• Extremo cansaço
• Perturbações do sono (dormir muito ou pouco)
• Sensação de que “vai ter um colapso”
• Acreditar que não vai dar conta das tarefas (mesmo as mais simples)
• Ansiedade contínua
• Grande irritabilidade
• Crises de choro
• Vontade de fugir ou desaparecer

Acumular de atividades
A especialista explica que os casos costumam estar associados a trabalho. “Algumas profissões, por lidarem constantemente com situações de tensão, são mais propensas ao desenvolvimento da síndrome”, aponta. Polícias, médicos, enfermeiros, professores e até operadores de telemarketing estão na lista. “Quando o trabalho é voltado para o atendimento ou cuidado de outras pessoas pode ser mais desgastante por exigir capacidades como afeto e empatia.” Quem exerce funções stressantes não remuneradas também pode chegar ao limite, como os cuidadores.

Tratamento
De acordo com Cleusa, em muitos casos é necessário que a pessoa se afaste do trabalho para recuperar de maneira satisfatória. “Para algumas pessoas, um longo período
de descanso pode minimizar as consequências, que podem ser até físicas, como o desenvolvimento de hipertensão, enxaquecas crónicas ou gastrite”, esclarece a especialista. Porém, também é possível conversar com os chefes para ajustar a carga de trabalho ou, se possível, fazer alguns dias de trabalho em casa. Além disso, é de extrema importância seguir o tratamento sugerido pelo profissional de psicologia ou psiquiatria que estiver a acompanhar o caso.

Prevenção: como encara o stresse?
Para Glória Machado, psicoterapeuta e coach, o ideal é perceber os primeiros sintomas do stresse para lidar melhor com ele – e evitar que se torne crónico. “O sentimento é natural e podemos entendê-lo como um impulso para conquistar os nossos objetivos”, diz. Para isso, é preciso mudar a forma de pensar. Uma dica é procurar apoio. “Situações difíceis, se encaradas na companhia de outras pessoas, parecem menos desafiadoras.” Por isso, a indicação é não isolar-se mas procurar apoio emocional diante do desânimo, desabafando com amigos e familiares. E pratique a gratidão. “Quem consegue ver motivos para se sentir grato desenvolve mais resiliência.”