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Como viver com diabetes

Dormir mal, não praticar atividade física e ter uma dieta rica em gordura e hidratos de carbono influenciam diretamente no desenvolvimento da doença.

bymuratdeniz

Recentemente, cientistas da Universidade Toho de Medicina, no Japão, descobriram que uma única noite de insónia já é suficiente para aumentar o risco de diabetes tipo 2. “A falta de sono inibe a produção de insulina (hormona que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas e eleva a quantidade de cortisol (a hormona do stresse), que aumenta a taxa de glicose (açúcar) no sangue. Isso pode levar o indivíduo a um estado pré-diabético ou, até mesmo, à diabetes”, explica Renato Zilli, endocrinologista. A seguir, confira as principais informações sobre a doença e também as orientações importantes quanto à alimentação, estilo de vida e prevenção da diabetes – que, se não for tratada de maneira adequada, pode ocasionar complicações sérias, como doenças cardiovasculares, hipertensão, insuficiência renal, perda de visão e até amputação de membros. Não descure este problema!


Os tipos
Existem mais de 30 tipos de diabetes, sendo os mais conhecidos:

Diabetes tipo 1: o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina na sequência de um defeito do sistema imunológico, que faz com que os nossos anticorpos ataquem as células que produzem essa hormona. É mais comum ser diagnosticada na infância e na adolescência.
Diabetes tipo 2: associado à genética, obesidade e estilo de vida, ocorre, geralmente, após os 30 anos. Apesar de o pâncreas produzir insulina, é insuficiente para normalizar os níveis de açúcar no sangue. Corresponde a mais de 90%
dos casos de diabetes.
Diabetes gestacional: cerca de 5% das mulheres desenvolvem este tipo de diabetes, que tem como característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue pela primeira vez na gestação. Pode ou não persistir após o parto.

Sobre diabetes

A doença é causada pela falta ou pela incapacidade de produzir insulina
pelo corpo. “A insulina é uma hormona produzida no pâncreas, responsável por promover a entrada do açúcar que está no sangue para dentro das células. Esse funcionamento fica comprometido nas pessoas com diabetes”, diz.

Fatores de risco
• Obesidade
• Genética
• Falta de atividade física regular
• Hipertensão
• Níveis altos de colesterol e triglicéridos
• Idade acima dos 30 anos (para a diabetes tipo 2)
• Stresse emocional

Os sinais clássicos são:
• Muita sede e fome
• Vontade constante de urinar
• Perda de peso rápida
• Problemas de visão
• Cansaço extremo
• Dificuldade de cicatrização de feridas

Tratamentos
O tratamento da diabetes tem como objetivo controlar a glicose presente no sangue do paciente, ou seja, evitar picos ou quedas ao longo do dia. A diabetes tipo 1 necessita exclusivamente de injeções diárias de insulina (já que o doente não a produz). “E, dependendo do caso, o médico solicita que o paciente inclua também medicamentos orais no seu tratamento”, complementa Renato. Já a diabetes tipo 2 geralmente vem acompanhada de outros problemas, como excesso de peso
e sedentarismo. “Por isso, é importante manter um estilo de vida saudável: ter uma boa alimentação e praticar atividade física regularmente”, diz. Além disso, para gerir a glicose no sangue, deve ser feito um tratamento com medicamentos para a doença. E nos casos de diabetes gestacional, o tratamento inclui monitorização do desenvolvimento do bebé, dieta equilibrada e, se precisar, injeções de insulina.

Recomendações

- A dieta alimentar deve ser observada criteriosamente. Por isso, procure ajuda para elaborar o menu adequado para seu caso. Grãos integrais como aveia, trigo ou centeio, reduzem o risco da doença, por exemplo.

- Coloque exercícios físicos como prioridade na sua rotina. Eles vão ajudá-la a controlar o nível de açúcar no sangue. Evite fumar, pois a diabetes compromete a circulação nos vasos sanguíneos.

- O controlo da tensão arterial e dos níveis de colesterol e triglicéridos deve ser feito com regularidade.

- Não se automedique.

- O diagnóstico precoce é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Portanto, não minimize os seus sintomas.