Cláudia Vieira comenta papel lésbico em 'Paixão': "Estas cenas criam um sururu"
As novelas portuguesas estão cada vez mais ousadas e as sequências de paixão entre duas mulheres são já comuns. As atrizes garantem que não se sentem incomodadas.
20 de Julho de 2018
Tiago Caramujo
Tanto “Paixão” como “Jogo Duplo”, novelas da SIC e da TVI, respetivamente, incluem na trama romances entre pessoas do mesmo sexo. Na primeira, Cláudia Vieira interpreta Teresa, uma psicóloga bissexual que seduz Camila (Inês Aires Pereira) e se apaixona por Marina (Patrícia Tavares). A atriz conta que as cenas íntimas fazem parte do trabalho e não lhe causam um especial constrangimento. “Houve, sim, o desconforto que existe em relação às pessoas em quem não temos o hábito de tocar e, aqui, gravamos cenas em que nos abraçamos e beijamos”, explica. No entanto, admite que os beijos trocados com as colegas não passaram em branco. “O facto de serem com uma mulher tem o seu efeito! Estas cenas criam um sururu em toda a equipa. Pára-se para assistir”, ri-se. Patrícia Tavares confirma que tudo aconteceu com naturalidade e boa disposição: “Foi muito divertido e prazeroso, porque a Cláudia é uma miúda com uma energia muito luminosa”. Já em “Jogo Duplo”, a novela da TVI, Anna Eremin e Jani Zhao vivem uma paixão escaldante. Esta conta que a reação do público foi, de uma forma geral, boa e que se sente feliz com o resultado. “Nunca tive receio de encarnar a personagem, porque fizemos tudo com uma seriedade enorme. Por isso é que as cenas são boas: foram pensadas, refletimos sobre elas”, explica. Anna Eremin chegou a dizer que as duas estavam “realmente, à vontade” e que não se preocuparam com que os outros pudessem pensar.